segunda-feira, 18 de novembro de 2019


O anseio pela amada

De tantos beijos que lhe dei.
O tanto que poderia fazer e te neguei.
A saudade é constante  nostalgia.
Conhecer a ti um dia.

Já estive do seu lado, na carne ou no espírito eu não sei.
Porém por mais grato que serei.
Ainda estou no vácuo, na expectativa.
Experimentar o sabor dos teus dias.

Não importa  suas reclamações.
Entendo que tem suas razões.
Mas não nego, eu contemplarei.
Quando suave e repleto de humildade.
Dócil e corajoso gesto.
É a sensata maneira de conduzir.
Perdoar e refletir.
Dar e dividir.

Eu sei que as vezes a gente espera o que se nega.
É que esse meu caráter falho enverga.
Sou fraco, sou falho, sou pequenininho.
Dependo de sua força meu amor.
O tamanho da sua doçura capaz de transformar meu jeito.
De repente me vem também uma força no peito.

Simplesmente compartilharei o fardo e a pluma.
Leve ficará a caminhada, oh contigo minha amada.
A melhor joia que posso oferecer é minha aliança.
No sol ou na chuva estarei na dança.
Você meu par, minha aliança, minha alma.

Giovane Silva Santos


Cavalo selvagem, cavalo manso

Uma comparação que muitos dirão, nada em comum, nada haver, pois bem, esse enredo é mais um, em que algum pode perceber, essa associação com a vida, mais parece ela falida, um cavalo manco, sem valor, porém nele pode conter a dor, e o amor, mas o que eu realmente queria dizer que montar no ciclo onde a avalanche, a turbulência, a ventania, a maré, a tempestade, a vida em montaria no cavalo selvagem, onde não fixa o equilíbrio, ou a falta de habilidade, o respeito pelo jeito dessa carruagem, mas ai de quem sensatamente, opera como um valente, de reconhecer todos rebentos da direção, respeita a contramão e faz com humildade e maestria a honrosa qualidade de conduzir a vida, e no consolo da cruz acha descanso e a montaria é em um cavalo manso, aqui pra nós, a vida é um cavalo de batalha e no fio na navalha é que percebemos o fervor, cavalo doido, cavalo afoito, cavalo de guerra, é campestre e viável quem já montou, difícil carregar a bagagem nesse cavalo selvagem, não estou de sacanagem, mas estou nessa viagem e é nessa montaria que avanço, para que meu cavalo da vida torna se manso.

Giovane Silva Santos

domingo, 17 de novembro de 2019


Com respeito aos varões e as donzelas

São eles e elas, formadores e transformadores.
Pessoas que exalam profissionalismo e também amadores.
São rebanhos em pastos de diferentes pastores.

Poderia ser uma sinfonia de engrenagem repleta.
Constituída de uma felicidade completa.
Mas ambos são corrompidos pela vaidade inquieta.

Meu jovem e minha jovem cheios de energias.
Não contém em ver no espelho o estrago dos dias.
Envolvente na tempestade da bela vida de magias.

É um trocadilho acelerado.
Desajuste das estruturas.
Um querer embaraçado.
Uma história de rasuras.

Jovens engravidando desproporcionalmente com laços organizados.
Eles e elas envolvidos precocemente na vida sexual.
Quem fará julgamento em dizer se é vida anormal.

Porém existe o rebento consequente.
A dor que um filho sente.
Pelo meu, seu desmantelo presente.

Bobagem, são simples mazelas.
Se tens a juventude, vida, por que não zelas?
Provoque o tempo que não precise transformar o sonho em favelas.
Com respeito aos varões e donzelas.

Giovane Silva Santos


“Quanto mais se cava, mais se adentra no buraco.”

Giovane Silva Santos






“Quando a ignorância lhe desprezar, a prudência lhe alcançará.”

Giovane Silva Santos





“O estado emocional precisa ser cuidado como bebê, muita atenção e ensinamento diário.”

Giovane Silva Santos




























“Aqui nesse terreno a figura de um vencedor está entrelaçada a conquista de dinheiro e status.”

Giovane Silva Santos


É uma sinopse de um momento baseada em fatos reais.

A natureza de unir os corpos pela vaidade instantânea.
O vigor da juventude é coisa momentânea.
É um momento duradouro é verdade, mas engana.

Pois bem os moços começam a batalha da maioridade.
Trabalho, ambição, até parece não ter maldade.
Porém os poros exalam insensatas ocasiões da puberdade.

Um começo, uma expectativa, o primeiro desafio bate na porta.
A desestrutura, a insensibilidade, ausência de sabedoria não suporta.
Os grilhões das vaidades produz uma sensatez morta.

No rebento da enfermidade, da carência e de perturbações.
O conformismo pela baixa autoestima traz resignação.
Logo logo surge flancos de vida e nova imaginação.

A oportunidade, a mudança, a reconstrução.
Depois de muito andar meus passos alcança.
Uma nova oportunidade como imaginava a criança.

Quer apalpar as promessas de realizações.
Um trabalho, um amigo, uma donzela.
Tal qual surpresa é a sorte dela.
O preconceito, o deleite na favela.

Não sei se a vida é desonesta.
Ou o caráter determinado não presta.
Porém a decepção é o que resta.

Olha as falas do egoísmo.
Não insista em estragar o laço amigável.
Eu prefiro um bem mais palpável.
Nada planejo agora, quero algo mais rentável.
Você é incapaz de sanar as necessidades do lar.
Um dia você arrebentou, hoje não vai prestar.

Essas menções fatídicas de prováveis enamoradas.
Eu comemoro não ser alcançado por essas aberrações.
Onde a união entre as pessoas são contextos espirituais.
É que minha história não acabou e escreverei em outros canais.
É uma sinopse de um momento baseada em fatos reais.

Giovane Silva Santos

sábado, 16 de novembro de 2019


Como a mulher rebelde submete a ser tocada

Pois bem meu peguete juvenil.
Ardente pegada.
Vigor fervendo a mil.

Meu rebento garanhão.
Embriagado sem pudor.
No tocante da forte mão.

Esse mundo que transcende toda razão.
Logo logo a estupidez se instala.
A violência se exala, nessa louca paixão.

Era tudo tão gostoso.
Nossa adolescência inconsequente.
Mas esse mundo perverso e vaidoso.
Fere o que pouco pensa e muito sente.

Sentir paixão, sentir loucura, sentir insensatez.
Ignorar a sensibilidade e algumas condutas.
Mergulho no pranto violento da própria embriaguez.
Os amantes que se direcionam a questões absolutas.

È no tribunal da vida onde é levada.
Pelo devaneio medíocre e passageiro.
Como a mulher rebelde submete a ser tocada.

Giovane Silva Santos


Minha devoção particular

Das mil mulheres desejadas.
Aquela única a ser amada.
Minha mulher, companheira e derradeira.
Sendo eu velho de guerra, porém tenho esta como primeira.

Aquele momento vivo depois da labuta.
Forte mulher de força bruta.
No que traduz toda mansidão.
A natureza de um belo coração.

Minha querida o toque do seu suor resplandecente.
Sua face enérgica e quente.
O domínio de sua paz é a luz da esperança.
Parece um sonho, aquela valsa, aquela dança.

Mas tudo isso é real.
Meu pensamento normal.
De que a certeza da atração esses olhos serenos.
Parece grandioso, mas são sonhos pequenos.

Que Deus dê a condição do sonho e da atitude.
De encontrar meu rubi como virtude.
A mais bela mulher a desejar.
Minha devoção particular.

Giovane Silva Santos


O conveniente ignorado


A sensibilidade vigorosa.
O diálogo além da prosa.
Um lutador em questão.
A batalha pelo pão.

Capaz de se compadecer ao sentimento oposto.
Um semblante fiel estampado no rosto.
Ele e ela, fortemente armados com humildade.
No lar, no campo de luta traz a verdade.

Um pai e uma mãe exemplar.
Preocupa em educar.
Ensinar.
Transmitir os preceitos da honestidade.
A bagagem de integridade.

Caráter acumulado na bagatela da experiência.
Desentortando da vida as pendências.
Humanos falhos e possíveis de necessidades.
Porém sensíveis para elevar suas petições.
Agrega a consciência em devidas ocasiões.

Valentes pelo temor do criador.
Prontos para o amor.
Mas a referida vaidade faz tudo moldado.
O conveniente é ignorado.

Giovane Silva Santos

sexta-feira, 15 de novembro de 2019


As sequelas das gaiolas da ditadura

Aparentemente apenas aprisiona, sim é verdade, é uma espécie de sistema que pode levar ao coma, pois a liberdade retirada, as asas cortadas, a comida indesejada, em muitos lugares as portas da prisão continua trancada, sem oportunidades e sem condição, uma viagem sem bater as asas, o latido acuado, até o coice foi ceifado, a onça misteriosa que não caça seu alimento, o tatu que não cava cimento, o miado, o rugido, o gemido, esse povo com o ar atrito, submetido a devidas condições, de um sistema de prisões, que arranca o livre arbítrio de brigar pelas oportunidades, trancado nas janelas das vaidades, a disciplina ditatorial existente, que o fraco não entende, a lei do poder e da desonestidade, nesse rebento sórdido colégio político brasileiro que a gente atura, as sequelas das gaiolas da ditadura.

Giovane Silva Santos


A incapacidade do meu país


Aos quatro cantos.
Lamentos e prantos.
Um país de liderança hostil.
Tanto corrupto que nenhum lugar viu.

O pensamento e o caráter não tem espaço.
Culminado pelo sistema em pedaço.
Um país que descrimina e assassina.
Onde a lei contraditória a justiça ensina.

O humilde e a razão não tem padrão.
A voz da confiança não encontra ocasião.
Um país que violenta a identidade.
Perdendo a total capacidade.

A educação e a saúde se arrastam no escuro.
Um patamar que a elite esconde atrás do muro.
Um país que contempla os carnavais.
Enquanto a vida desumana está nos canaviais.

Que se permite o massacre feminino.
O preconceito continua latino.
Um país que dá respaldo ao dinheiro.
Onde o enganoso e larápio é primeiro.

Perdoe o aborrecimento minha gente.
Desde antigos tempos a dúvida do caráter de cada presidente.
São dados, são vidas, é tudo que se vê e diz.
A incapacidade do meu país.

Giovane Silva Santos